segunda-feira, 23 de março de 2009

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA (2007)


Este drama conta a vida de um homem de sucesso após ter um AVC e passar a sofrer com a Síndrome do Cativeiro (patologia na qual o individuo só é capaz de mover os olhos, mas com as funções cognitivas em perfeito estado).
Comunicando-se através do piscar de um olho, o espectador acompanha o sofrimento, a memória e a imaginação de Jean, o personagem. A história é contada no presente, entretanto com algumas cenas representando suas lembranças.

O escafandro e borboleta são paradoxos pensados pelo personagem à partir da sua condição de "encarcerado" no proprio corpo, mas com uma liberdade e mobilidade mentais que permitem-no pensar (e o espectador acompanha esses pensamentos) , comunicar-se através das piscadelas, construir imagens mentais e lembrar-se de cenas da sua vida.

Não é um filme divertido de se assistir, isto é, não é para qualquer um. Provavelmente só cai no gosto de profissionais da saúde e interessados pela área. É um filme para se pensar sobre a eutanásia, sobre a visão do doente à respeito de si mesmo, sobre tratamentos médicos e fonoaudiológicos (técnicas de comunicação com o paciente), sobre a angústia de estar vivo com a impossibilidade de movimentos e a superação dessa angústia através de atividades produtivas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário