
O filme conta a terapia de Mercedes, a protagonista. Á princípio, uma idéia original e atraente.
De um lado, a paciente: uma mulher na meia-idade, casada, insatisfeita com a vida que leva, mas tolerante em relação ao marido e à si mesma.
Do outro lado (e sempre de costas para a câmera), o terapeuta: Não se sabe se está morto ou se é mudo. O espectador não vê seu rosto, não ouve sua voz, não conhece seus pensamentos. Nem o próprio Freud seria mais neutro.
Fico embasbacada com a visão que o cinema passa da psicologia e da psicanálise para o público. Não me admira ouvir de leigos que "psicólogo não faz nada", só escuta, que ganha dinheiro mole. Afinal, é isso o que a mídia quase sempre passa. São raras as iniciativas em que o terapeuta é interventivo e mostrado por uam perspectiva mais séria, como no seriado "Em Terapia" (In Treatment, da HBO).
No fim das contas, Divã é divertidíssimo, hilário e, de quebra, provoca uma reflexão. Convida à pensar sobre a transitoriedade dos relacionamentos atuais e nos opostos casamento versus relacionamentos sem compromisso (Na atualidade, qual deles é mais vantajoso?)
Perfeito para ser um pop do cinema nacional como "Se eu fosse você". O que deixa a desejar é a forma com que tratam (ou maltratam) os profissionais de psicoterapia.

Fer, vc me faz ter vontade de assistir um filme que passaria despercebido por mim em qualquer ocasião...
ResponderExcluirAcho q é consenso entre os profissionais da psicologia que a imagem que a mídia traz do psicólogo é mto distorcida, uma pena, o cinema nacional evoluindo e algumas idéias erradas se mantendo no senso comum...
De qualquer forma o tema do filme parece ser interessante e a proposta da comédia acompanhada de um elenco desses soa como uma ótima idéia.
Adorei Fê!
Bjuus, Sofis.
Muito bom Fernanda! Fiquei puto com isso também, ainda mais vendo o filme em casa com vários amigos. Em alguns momentos ainda há comentários positivos em realção ao profissional, mas coisas pequenas, como por exemplo quando ela agradece muitas vezes, quando ela diz que sentirá saudades e quando deixa claro o tempo que está fazendo análise. Ri muito, e é sem dúvida uma ótima dica! Gostei muito dos argumentos que você usou e aguardo pelo próximo! Já viu Budapeste? Beijos =**
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