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Deveria se chamar "Show do Milhão".
O título "Quem quer ser um milhonário?" não atrai, foi pessimamente escolhido. Mas já estamos acostumados com as porcas traduções dos títulos de filmes.
O que atrái é saber da reputação deste filme, sucesso de crítica e público, vencedor do oscar de Melhor Filme em 2009.
Curiosíssima com Bollywood, achei melhor começar assistindo esse, para devagarzinho me despir do preconceito contra os filmes do estilo indiano.
Jamal está ganhando o "Show do Milhão" indiano quando é acusado de trapaça. Para se explicar, conta como respondeu a cada pergunta até então. Coincidentemente, tudo o que havia sido questionado estava relacionado a algum fato marcante de sua movimentada vida.
A forma como é contada a biografia do garoto pobre que está prester a virar um milhonário consegue despertar a simpatia do espectador. O "slumdog" (favelado) Jamal torna mais fácil a empatia: é o herói que não desiste nunca. É inocente, pacato, humilde, simples, sincero e sonhador. Assim como a "Cinderela" Latika, mocinha da história.
O filme sabe dosar o drama, o romance e os leves toques de comédia numa mistura agradável. É dramático sem ser chato e romântico sem ser meloso.
O cinema não precisa do excesso de efeitos especiais, nudez e sangue, como tem sido ultimamente.
E o cinema brasileiro tem muito a aprender sobre como conquistar o público com boas histórias e sem apelações desnecessárias.

Fê, que ótima descrição, que boa dica...
ResponderExcluirEmbora eu tenha algumas restrições quanto a qualquer cinema que não seja hollywoodiano bem aclamado, confesso que vc me inspirou....
Acho que os heróis clássicos mas próximos da realidade nunca falham,criam em nós um misto de identificação e nobreza de alma...
Adorei, vou alugar!
Bjuuuus xuxu!
Adorei sua referencia ao cinema brasileiro, depois de você dizer sobre como a violencia é caracteristica marcante nos trabalhos nacionais, pensei sobre o assunto e concordo plenamente. O filme "indiano" tem diversas caracteristicas do cinema "tupiniquim" mas ao mesmo tempo consegue alcançar seu objetivo sem se utilizar dos mesmos apelativos violentos.
ResponderExcluirSabe o que foi o que mais me divertiu no filme indiano? a companhia de minha namorada!
Nada melhor do que um bom filme e uma otima companhia!
Marcelão e seus comentários! Fernanda, gostei muito do que você disse, mas discordo do final, há novos filmes nacionais que não visão nudez e sangue, um bom exemplo disso é Linha de Passa, Não por Acaso, O Ano em que meus pais sairam de férias, vejo uma mudança em nosso cinema. Uma das coisas que eu mais gostei nesse filme é mostrar que não importa o quanto você estude, onde você se formou e o que faz, o que realmente importa é aquilo que você vive, sua inteligencia de vida. Tanto que, vários professores não passaram dos 60 mil. Assim até me lembrou um Filósofo que tomava chopp comigo, "O homem culto é apenas mais culto, nem sempre é mais inteligente que o homem simples" Hermann Hesse. Um grande beijo e ótima descrição Fernanda! =**
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